História

Kiki Pouca Grana
Alô Amigas,
Meu nome é Kiki, sou divorciada, tenho 36 anos e um casal de filhos.
A mais velha tem 16 anos e o garoto 14. Casei aos 20 anos e seis meses depois nascia a minha primogênita. Quando estava quase me acostumando a ser mãe e dona de casa, meu filho mais novo veio completar a família. Meu mundo virou de cabeça para baixo e eu tive que largar a faculdade para tomar conta de uma casa, um marido e dois filhos que não me davam tempo nem de lembrar que existia uma vida inteligente lá fora.
Penei um bocado, mas fui feliz durante um bom tempo. Meu marido, que passava o tempo todo trabalhando muito e bolando estratégias pra subir na vida, nem cogitava a hipótese de que um dia eu fosse trabalhar fora. Nosso trato era assim:
- Ele fora e eu dentro, cuidando das crianças, limpando a casa, cozinhando para a família, dirigindo para levá-los a todas as aulinhas que podíamos pagar, ajudando com as lições de casa, fazendo compras para abastecer a casa e a família, levando a mãe dele ao médico e às compras, passando com preciosismo profissional suas camisas de trabalho, enfim… Ele trabalhando como louco e eu FAZENDO NADA, só em casa, vendo TV e brincando com as crianças.
Esta vidinha durou 10 anos, quando um dia ele chegou em casa e se disse apaixonado por uma executiva inteligentérrima que conheceu num congresso em Brasília.
Sei que a maioria dos casamentos com este tipo de regra acaba assim, mas assim mesmo, tentando não bancar a histérica, nem a “mater dolorosa”… PIREI NA BATATINHA! De uma hora para outra, eu que tinha uma condição financeira super bem ajustada, um casamento que considerava bastante duradouro, que freqüentava os melhores restaurantes da cidade, vestia roupas de grife, já tinha ido até para a Europa, estava separada, sem profissão, nenhuma experiência de trabalho, com dois filhos adolescentes nas costas e completamente DU-RA!
Passado o período de “luto”, me dei conta que a minguada pensão que ele é obrigado a me dar para a educação das crianças, para eu mesma e para a nossa sobrevivência, não sobra nem para eu comprar um grampo se for preciso. Reivindicar mais, nem pensar, a gente sabe que homem só é mão aberta com a mulher que ele está “pegando” no momento, então desenvolvi uma compulsão quase que febril por pontas de estoque, brechós, mercados barateiros, feirinhas, liquidações, promoções, etc. Acabei virando uma excelente consultora financeira e é com isto que eu me viro até hoje. Aprendi a cozinhar com pouca grana, manter minha beleza com receitas caseiras, me vestir bem sem gastar quase nada, administrar com mãos de ferro meu “parco dinheirinho” e principalmente conscientizar o consumo da garotada.
Comecei dando consultoria e idéias para as minhas amigas e como adquiri vasta experiência neste ramo resolvi desenvolver este site, o POUCAGRANA, para ensinar a você, querida internauta que é possível sim ser feliz com pouco dinheiro.
Este site é pra você que se encontra numa situação parecida com a minha ou que perdeu um empregão, ficou viúva ou até mesmo se aposentou. Que tem um alto referencial das coisas boas da vida e tem que reaprender a viver bem, continuar a ser bonita, comer e beber coisas gostosas, se divertir e continuar informada sem perder a pose nem cair do salto.
Espero que minhas dicas lhes ajudem bastante enquanto estiverem “pobres”, afinal é por isso que meus amigos me chamam de Kiki Poucagrana.
Beijos, abraços e bom aprendizado.
KIKI POUCAGRANA
Respostas para o E-mail:
kikipoucagrana@gmail.com
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Amigas,
Li esta matéria na revista Época e achei da maior relevância para todos aqueles que educam filhos.

